"Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons."
— Sigmund Freud
Às vezes sentimos que a vida é um grande malabarismo: trabalho, família, relacionamento, saúde, finanças, lazer... E quando um prato cai, a culpa chega antes mesmo do barulho.
Vivemos no tempo do Outro. Produzimos para o Outro, nos apresentamos para o Outro, nos avaliamos pelos olhos do Outro. A pressão de ser bom em tudo — bom profissional, bom pai, bom parceiro, boa filha — cria uma demanda impossível de ser atendida.
Freud nos ensinou que a tentativa de ser perfeito é, paradoxalmente, uma das maiores fontes de adoecimento psíquico. Quando tentamos corresponder a um ideal inatingível, nos afastamos daquilo que realmente somos e do que realmente precisamos.
O "adoecimento saudável"
Existe um momento em que o corpo e a mente dizem "basta". Ansiedade, insônia, irritabilidade, sensação de vazio — são sinais de que os pratos estão pesados demais. E reconhecer isso não é fraqueza: é o primeiro passo para uma reorganização genuína.
A psicoterapia como caminho
Na terapia, não se trata de aprender a segurar mais pratos, mas de entender quais são realmente seus e quais você carrega por obrigação, culpa ou medo. É um espaço para se perguntar: o que EU quero? O que faz sentido para a MINHA vida?
"Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz." — Freud
Tornar-se feliz não é um destino, é um percurso. E esse percurso passa por aceitar que nem todos os pratos precisam estar girando ao mesmo tempo — e que tudo bem se alguns deles caírem.