Sobre

Quando aquilo que acontece por dentro começa a ocupar espaço demais.

A ansiedade pode aparecer quando algo, por dentro, parece estar sempre em movimento. Uma preocupação que não cessa, pensamentos que antecipam diferentes possibilidades, dificuldade para relaxar ou uma sensação de que é preciso estar sempre preparada para o que pode acontecer.

Ansiedade, insegurança e autoestima

Quando a ansiedade também fala das relações

01 .
Como a ansiedade se manifesta

Nem sempre existe uma razão evidente para essa inquietação. Às vezes, ela aparece diante de uma situação específica. Em outras, acompanha a rotina, interfere no sono, dificulta a concentração, provoca irritação ou se manifesta no corpo por meio de tensão, aceleração dos pensamentos, aperto no peito, falta de ar, desconfortos gastrointestinais ou dificuldade para descansar.

02 .
A necessidade de controlar

Também pode existir uma necessidade constante de controlar situações, prever acontecimentos, revisar decisões ou buscar garantias de que tudo ficará bem. A dúvida pode se tornar exaustiva: será que fiz a escolha certa? Será que estou sendo suficiente? Será que a outra pessoa está satisfeita comigo? E se alguma coisa der errado?

03 .
O medo diante do outro

O medo de ser rejeitada, abandonada ou decepcionar alguém pode fazer com que a pessoa esteja constantemente atenta às reações alheias. Uma mensagem que não foi respondida, uma mudança no comportamento de alguém ou uma situação de conflito podem adquirir uma dimensão difícil de suportar.

Nem toda ansiedade está relacionada apenas ao que pode acontecer. Muitas vezes, ela aparece justamente na relação com o outro.

Pode surgir então a necessidade de agradar, de evitar conflitos, de pedir confirmação, de interpretar cada gesto ou de se adaptar constantemente ao que acredita que o outro espera.

Em alguns casos, a ansiedade se aproxima da insegurança: posso confiar no que sinto? Estou exagerando? Será que tenho razão? Será que sou boa o bastante?

A ansiedade pode estar relacionada à tentativa de antecipar aquilo que ainda não aconteceu, controlar o que não pode ser completamente controlado ou encontrar uma resposta para algo que permanece sem resposta.

Por isso, nem sempre basta identificar o que causa ansiedade. Pode ser importante escutar o que essa ansiedade coloca em movimento, quais conflitos aparecem junto dela, o que está sendo desejado, temido ou evitado e por que determinadas situações assumem um peso tão grande.

Não se trata de encontrar uma explicação única para o sofrimento, mas de construir, pela fala, uma compreensão possível daquilo que está sendo vivido.

A psicoterapia oferece um espaço de escuta para que essas questões possam ser colocadas em palavras e acompanhadas em sua singularidade.

Você não precisa chegar sabendo exatamente o que está acontecendo

Na psicoterapia, a fala permite percorrer sua história, seus vínculos, seus conflitos e os sentidos que podem estar presentes naquilo que hoje produz sofrimento.

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